Revista Eletrônica Científica da UERGS https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs Uergs pt-BR Revista Eletrônica Científica da UERGS 2448-0479 <p>A reprodução total dos artigos da Revista em outros meios de comunicação eletrônicos de uso livre é permitida de acordo com a licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional</a>.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Expediente (dezembro de 2023) https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/3525 Biane de Castro Copyright (c) 2023 Biane de Castro http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-31 2023-12-31 9 3 Por uma Agroecologia sempre viva, plural e em movimento https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/3524 <p>Iniciamos esse editorial lembrando o que não é Agroecologia. Esse é um exercício importante porque muitas mãos participam dessa construção, lutando para que a diversidade de formas de ser e de defender a vida nos diferentes territórios sejam contempladas nesse conceito. A regra é simples: se exclui, não é Agroecologia. Se tem racismo, não é Agroecologia. Se tem machismo, não é Agroecologia. Se tem preconceito, não é Agroecologia. Assim, Agroecologia é ciência que não divide, é prática e movimento social em defesa da vida e da multiplicidade.</p> <p>A Agroecologia ganha expressão ao nível nacional, inicialmente, a partir de uma visão ecológico-agronômica, porém ao longo dos últimos, em diálogo com os movimentos sociais e povos e comunidades tradicionais, incorpora de maneira mais sistematizada as dimensões social-cultural e política (PADILLA; GÚZMAN, 2009). Esse termo é carregado de coragem e de energia, traz consigo a força da ancestralidade, da juventude, da luta feminista e antirracista, da luta e da resistência dos povos e comunidades tradicionais, da luta por inclusão, por direitos da comunidade LGBTQIAPN+, pela biodiversidade, por terra viva, por água limpa e por comida de verdade para todos(as) nós.</p> <p>Estas mudanças no enfoque agroecológico podem ser comprovadas a partir das informações do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em Tese defendida recentemente, a pesquisadora Larissa Cabral encontrou 412 Grupos de Pesquisas, devidamente cadastrados, a partir da palavra Agroecologia. Os grupos estão concentrados nas Ciências Agrárias (49,5%), seguida pelas Ciências Humanas (24,5%), Ciências Sociais Aplicadas (8,4%), Ciências Biológicas (6%), Ciências Exatas e da Terra (3,3%), Ciências da Saúde (2,4%), Engenharias (1,6%) e outras (3,8%), distribuídos por todas as regiões do país na seguinte proporção: Norte (16%), Nordeste (27%), Centro-Oeste (12%), Sudeste (25%) e Sul (21%) (CABRAL, 2023). Estes dados demonstram a capilaridade que a Agroecologia vem ganhando nas mais variadas áreas de conhecimento, assim como sua territorialidade nacional.</p> <p>Conforme Andrades Filho (2016), o impacto e a inserção social da Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) é um tema rico, e carece de avanços e incentivos em pesquisa e em difusão, sobretudo no Brasil. Embora a discussão da inserção social da Ciência seja um tema discutido há pelo menos mais de meio século, o contexto atual provoca reflexões e, inclusive, repercussões oriundas de políticas públicas em CTI. A Ciência serve, antes de tudo, para garantir a qualidade de vida da população e mitigar as desigualdades sociais e econômicas. Nesse sentido, a Revista Eletrônica Científica da Uergs (RevUergs) desde a sua concepção, publica artigos relacionados com a produção de alimentos saudáveis, sustentabilidade e segurança alimentar, trazendo consequências diretas e imensuráveis na qualidade de vida tanto da população rural, como da população urbana.</p> <p>Ao longo dos seus oito anos de existência, desde a sua criação em dezembro de 2015 até a sua atual edição de dezembro, a RevUergs publicou o equivalente a 39,61% dos seus artigos voltados a essas diversas áreas, principalmente à agricultura de base ecológica e ao meio ambiente. Contudo, muitas das pautas emergentes apontadas, como questões de gênero e feminismo, diversidade, povos e comunidades tradicionais e população afrodescendente, representam apenas 3,90% dos trabalhos publicados, índice que reflete que a pluralidade ainda não está de fato tão representada nos espaços de divulgação de trabalhos acadêmicos.</p> <p>Assim como a RevUergs, outros espaços de produção acadêmica e científica vem evidenciando a emergência destes temas. Podemos citar, como exemplo, o 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA, 2023), que aconteceu nos dias 20 a 23 de novembro deste ano, no Rio de Janeiro. Neste evento, diversos espaços favoreceram e visibilizaram a diversidade e pluralidade no campo Agroecológico, como a apresentação de trabalhos voltados à interseccionalidade gênero, feminismos e diversidade; a “Cozinha das tradições”, onde os modos de vida e a ancestralidade dos povos pretos e indígenas foram os protagonistas no espaço; e diversas outras iniciativas que conectaram o campo e a cidade, como possibilidades reais de construção de territórios agroecológicos. O tema do alimento “Comida de verdade” também foi central no CBA, sendo realizada a distribuição de 20 toneladas de alimentos agroecológicos, não só aos participantes, mas à população em situação de rua no Rio de Janeiro. Com o tema “Agroecologia na boca do povo”, o CBA reuniu cerca de cinco mil pessoas e apresentou, pensou, discutiu e pautou a necessidade de uma academia mais inclusiva e includente, tirando das periferias do conhecimento estes segmentos sociais já tão estigmatizados.</p> <p>Um dos pontos altos tem sido cada vez mais evidenciar que não existe a separação entre os conhecimentos produzidos na academia, nos territórios e na prática cotidiana, valorizando o esforço de garantir a inclusão da diversidade de vozes que constroem a Agroecologia. Nesse sentido, o CBA trouxe para reflexão que as diversidades, tanto das hortas, quintais, roças, e roçados, das plantas e animais manejados, bem como das diversas culturas humanas como temáticas centrais dessa construção.</p> <p>No que tange o debate político em torno da Agroecologia, neste ano de 2023, tivemos a afirmação da importância da democracia e da participação social, como pilares para a construção de sociedades mais sustentáveis. Apesar dos desafios impostos ao Governo Federal no que diz respeito a retomar uma agenda de promoção da Agroecologia e de fortalecimento das agriculturas familiares, é digno de nota a retomada da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo) pelo Governo Federal (BRASIL, 2023a).</p> <p>O primeiro Plano Estadual de Agroecologia e Produção do RS (Pleapo-RS) reuniu e organizou ações para o desenvolvimento da agricultura de base ecológica no Estado, estabeleceu compromissos e articulou políticas públicas nas diferentes esferas estaduais e federais para o quadriênio 2016-2019 (IKUTA <em>et al.</em>, 2016). Conforme notícia recentemente veiculada (FEITEN, 2023), está prevista a execução da segunda edição do Pleapo-RS a partir de 2024, plano que foi retomado com a reativação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS (SDR-RS).</p> <p>Reforçando a necessidade da luta contra o racismo e de reflexão sobre a memória e a resistência do povo preto - lembrando que com racismo, não há Agroecologia - é importante também destacar que no último dia 21 de dezembro o Governo Federal tornou feriado nacional (BRASIL, 2023b) a data de 20 de novembro do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (Lei Nº 14759/23). A intersecção entre Agroecologia, mulheres e feminismo no contexto rural é vital para a busca por soluções ambientais, sociais e econômicas. A Agroecologia como modelo holístico contrasta com a agricultura convencional ao promover a resiliência e a sustentabilidade ambiental. A diversidade também contempla vários rostos, as mulheres principalmente por estarem em movimentos agroecológicos, pensando e trabalhando em prol das gerações atuais e das futuras. Como exemplo dessas manifestações, podemos citar o que ocorreu no interior do Rio Grande do Sul durante o I Encontro Sulbrasileiro de Mulheres e Agroecologia, XVIII Dia de Campo de Agroecologia, II Feira de Agroecologia, além dos eventos nacionalmente reconhecidos da Marcha das Margaridas e Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas, bem como em tantas outras ações que demonstraram na prática os movimentos que a diversidade vem operando junto à sociedade.</p> <p>Por ações mais contínuas e efetivas, é fundamental refletir, escrever e debater sobre a Agroecologia: sempre viva, plural e em movimento. Desejamos boa leitura e novas reflexões!</p> Biane de Castro Cassiane da Costa Rosemeri da Silva Madrid Romier da Paixão Sousa Jesiel Faleiro Figueira Vitoria Cristina Pires Carvalho Copyright (c) 2023 Biane de Castro, Cassiane da Costa, Rosemeri da Silva Madrid, Romier da Paixão Sousa, Jesiel Faleiro Figueira, Vitoria Cristina Pires Carvalho http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-31 2023-12-31 9 3 154 156 10.21674/2448-0479.93.154-156 Descartes de medicamentos: avaliação do conhecimento dos usuários da Farmácia Básica do município de Ibema – PR https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/3455 <p>As características toxicológicas dos medicamentos determinam um risco potencial à saúde e ao ambiente. O descarte dos resíduos efetuado pelo consumidor final é a maior lacuna na legislação, sendo realizado em locais inapropriados. Avaliar o conhecimento da população, que utiliza a Farmácia Básica do município de Ibema - PR, sobre o descarte de medicamentos e realizar ações de educação ambiental. Usuários da farmácia responderam a um formulário de avaliação do conhecimento sobre descarte de resíduos de medicamentos, aplicado em duas etapas, a primeira antes da educação ambiental. Foi elaborado material educativo, contendo informações sobre o assunto, e implantaram-se locais para coleta desses resíduos. A segunda etapa ocorreu após 60 dias da educação continuada. Antes das ações de orientação sobre o descarte de resíduos, a maioria dos usuários descartava os resíduos de medicamentos no lixo comum. Na segunda etapa da pesquisa, após as orientações, houve diferença significativa, de acordo com o teste Qui-Quadrado, quando se avaliou o conhecimento sobre o descarte de resíduos. O mesmo ocorreu com pacientes que possuíam medicamentos vencidos e estoque desses resíduos em suas residências, levantando um aspecto que deve ser considerado: a automedicação. Nas residências com crianças, esse estoque pode representar risco eminente de intoxicação. A educação ambiental mostrou-se eficaz, pois houve diferença significativa no descarte correto desses resíduos, antes e após as orientações realizadas. Apesar de os usuários da Farmácia Básica possuírem conhecimento sobre o descarte de resíduos químicos, alguns ainda destinam esses produtos incorretamente.</p> Diana Sabrina Tres Raul Gomes Aguera Simone Aparecida Galerani Mossini Copyright (c) 2023 Diana Sabrina Tres, Raul Gomes Aguera, Simone Aparecida Galerani Mossini http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-31 2023-12-31 9 3 157 167 10.21674/2448-0479.93.157-167 Prohexadione calcium as a tool to reduce winter pruning in peach tree cultivar Eragil https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/3477 <p>Este trabalho avaliou a eficiência e viabilidade da aplicação de prohexadiona cálcica (PCA) em diferentes épocas para controlar o crescimento vegetativo e aspectos qualitativos do pessegueiro cultivar Eragil. O experimento foi conduzido na safra 2021/2022, em pomar comercial no município de Ipê, RS. Os tratamentos consistiram em aplicações de PCA na dose fixa de 20 mL·100&nbsp;L<sup>-1</sup> em diferentes estágios, sendo: T1 – controle (sem aplicação); T2 – aplicação na queda das pétalas; T3 – aplicação na queda das pétalas + aplicação 30 DAA (dias após a primeira aplicação); T4 – aplicação após poda verde; T5 – aplicação após poda verde + aplicação 30 DAA; T6 – aplicação na queda das pétalas + aplicação 30 DAA + aplicação 60 DAA. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com seis tratamentos e quatro repetições. Cada parcela foi constituída por quatro plantas; as duas centrais foram consideradas úteis. A frutificação efetiva aumentou em T3. Nas avaliações do número de ramos podados, comprimento dos ramos e massa de ramos por planta, todos os resultados foram menores em T2. Nas avaliações de número de gemas, comprimento dos internódios e tempo de poda por hectare também houve diferença significativa, e no número de gemas, T6 apresentou o menor número. O comprimento do entrenó foi maior em T3, e o menor tempo de poda se destacou em T4. A prohexadiona cálcica controlou efetivamente o crescimento vegetativo do pessegueiro Eragil e pode ser direcionada para grandes áreas da cultura do pessegueiro quando a mão de obra para a poda é escassa.</p> Vagner Brancalione Bolsatto Wendel Silvestre Carine Cocco Copyright (c) 2023 Vagner Brancalione Bolsatto, Wendel Silvestre, Carine Cocco http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-31 2023-12-31 9 3 168 177 10.21674/2448-0479.93.168-177 Início de acumulação de amido e produtividade de raízes em cultivares de mandioca https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/3456 <p>O início de acumulação de amido (IAA) modifica a relação fonte/dreno na planta de mandioca e, a partir desse estágio, as raízes tuberosas passam a ser o principal órgão de reserva de amido na planta. Neste estudo, os objetivos foram identificar o número de folhas-acumuladas na haste principal no início da acumulação de amido, como também e avaliar a produtividade de massa fresca de raízes em sete cultivares de mandioca. O experimento foi conduzido nos anos agrícolas de 2018/2019 e 2019/2020 em Santa Maria, RS, Brasil, com as cultivares registradas (BRS 396, BRS 399, IAC 576 e Fepagro RS13) e não registradas no registro nacional de cultivares (Aceguá, Frita e Vassourinha). Para avaliar o início do acúmulo de amido (raiz com diâmetro maior que 10 mm), foram realizadas amostragens semanais após as plantas acumularam 15 folhas na haste principal. A produtividade (Mgha<sup>-1</sup>) foi determinada no oitavo mês após o plantio. O número de folhas variou de 25 a 33 folhas para o IAA nas raízes tuberosas. Conclui-se que o indicador morfológico número de folhas acumuladas pode ser utilizado para identificar a campo o IAA de forma não destrutiva e auxiliar em práticas de manejo na cultura da mandioca. As maiores produtividades foram registradas nas cultivares Fepagro RS13 (50,7 Mgha<sup>-1</sup>), Vassourinha (53,5 Mgha<sup>-1</sup>), Frita (50,4 Mg ha<sup>-1</sup>) e BRS 399 (42,9 Mg ha<sup>-1</sup>).</p> Paula Cardoso Alencar Junior Zanon Nereu Augusto Streck Charles Patrick de Oliveira de Freitas Copyright (c) 2023 Paula Cardoso, Alencar Junior Zanon, Nereu Augusto Streck, Charles Patrick de Oliveira de Freitas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-31 2023-12-31 9 3 178 185 10.21674/2448-0479.93.178-185 Miniestaquia de clones de Ilex paraguariensis sob diferentes concentrações de ácido indolbutírico https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/2967 <p><em>Ilex paraguariensis </em>é uma das espécies arbóreas de maior importância socioeconômica para a região sul do Brasil, apresentando múltiplas potencialidades, sendo utilizada na indústria alimentícia, farmacêutica e cosmética. Entretanto, a propagação seminal da espécie é limitada devido à baixa e desuniforme germinação, além do longo período de estratificação das sementes, necessário para a quebra da dormência embrionária. Em virtude do potencial de uso de técnicas de propagação vegetativa, a miniestaquia coloca-se como uma alternativa para superar tais limitações. Dessa forma, objetivou-se avaliar o efeito de diferentes tratamentos de ácido indolbutírico (AIB) no enraizamento de miniestacas de três clones de erva-mate. As miniestacas foram confeccionadas com 6,0±1,0 cm de comprimento e tratadas com AIB em solução hidroalcóolica por 10 segundos, nas concentrações de 0, 1500 e 3000 mg L<sup>-1</sup>. Após 60 dias da permanência das miniestacas em casa de vegetação climatizada, foram avaliadas as porcentagens de enraizamento, a formação de calos, a mortalidade, a sobrevivência e a manutenção de folhas, além do número médio de raízes e o comprimento das três maiores raízes por miniestaca. A aplicação de AIB proporciona maior vigor radicial em miniestacas de <em>Ilex paraguariensis, </em>o que se constata pelo maior número e comprimento de raízes obtido, sendo a concentração de 3000 mg L<sup>-1</sup> a mais indicada. Da mesma forma, percentuais de enraizamento distintos são observados com relação aos clones, sendo o clone IVAÍ 3 (64,88%) o que apresenta maior potencial de multiplicação vegetativa.</p> Tamires Gonçalves Pinto Rosimeri de Oliveira Fragoso Carlos Eduardo Serber Carlos André Stuepp Copyright (c) 2023 Tamires Gonçalves Pinto, Rosimeri de Oliveira Fragoso, Carlos Eduardo Serber, Carlos André Stuepp http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-31 2023-12-31 9 3 186 194 10.21674/2448-0479.93.186-194 A integração entre ensino, pesquisa e extensão na percepção de estudantes e nos Projetos Pedagógicos de Curso da Uergs https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/3478 <p>De acordo com a Constituição Federal, espera-se das instituições de ensino superior o atendimento de modo indissociável de questões relativas a ensino, pesquisa e extensão. Nos cursos de graduação universitária, o documento responsável pela proposição das estruturas do curso e do qual se espera a informação quanto aos meios de prover aos estudantes tais articulações são os projetos pedagógicos de curso (PPCs). Dessa forma, o presente artigo tem por objetivo apresentar, através da análise de cinco PPCs de cursos de graduação da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul e de entrevistas a seus graduandos, informações sobre as articulações entre pesquisa, ensino e extensão nesses cursos. Como resultado, foi possível perceber que, apesar de os graduandos ingressarem cedo nas pesquisas em suas áreas, os PPCs apresentam fragilidades internas em termos de explicações de como viabilizar essa integração.</p> Guilherme Kunde Braunstein José Claudio Del Pino Copyright (c) 2023 Guilherme Kunde Braunstein, José Claudio Del Pino http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-31 2023-12-31 9 3 195 204 10.21674/2448-0479.93.195-204 Características da cultura, efeitos da época de semeadura e densidade na produtividade de grãos de trigo mourisco https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/3366 <p>O trigo mourisco é uma planta herbácea anual rústica, de ciclo curto, que produz grãos, sendo utilizada como cultura de cobertura em diversas regiões do país, em como rotação de culturas, auxiliando na redução de população de nematóides e também na melhoria das características do solo. Na região noroeste do Rio Grande do Sul (RS) a utilização desta cultura vem crescendo a cada ano; entretanto, ainda existe carência de informações sobre características de desenvolvimento da cultura, densidades de semeadura e épocas adequadas. Assim, o objetivo no trabalho foi apresentar características de desenvolvimento da cultura, analisar a produtividade e peso de mil grãos de grãos, do trigo mourisco semeado em duas épocas e cinco densidades diferentes no município de Santo Augusto, Rio Grande do Sul. Os resultados indicaram que a cultura apresenta boas características de desenvolvimento com estrutura rústica e longo período de florescimento, sendo que a primeira época de semeadura apresentou melhores índices de produtividade e a densidade de 120 Kg de sementes por hectare foi a que resultou em maior produtividade. Portanto, a semeadura mais precoce com maior densidade de sementes aumenta o potencial produtivo de grãos da cultura, devendo esta ser planejada com a cultura antecessora.</p> André Gustavo Figueiró Felipe Leandro Felipim Ferrazza Ricardo Tadeu Paraginski Copyright (c) 2023 André Gustavo Figueiró, Felipe Leandro Felipim Ferrazza, Ricardo Tadeu Paraginski http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-31 2023-12-31 9 3 205 211 10.21674/2448-0479.93.205-211 Compatibility of essential oils with Beauveria bassiana (Balls.) Vuil https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/3493 <p>Insetos-praga são uma grande preocupação para a agricultura, pois podem causar perdas de produtividade, sendo o uso de agrotóxicos o principal meio de controle deste tipo de praga. Apesar de sua significativa contribuição para a agricultura, seu uso indiscriminado é prejudicial ao meio ambiente. A conscientização acerca dos riscos associados aos agroquímicos, a implementação de agentes antagonistas naturais, como microrganismos e fungos, junto com a adoção de abordagens alternativas, exemplificadas pelos óleos essenciais, poderiam configurar uma alternativa sustentável viável para o controle agrícola de insetos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade fungicida de óleos essenciais de <em>Cymbopogon citratus</em>, <em>Cinnamomum camphora</em> var. <em>linaloolifera</em> e <em>Thymus vulgaris</em> sobre o entomopatógeno <em>Beauveria bassiana</em>. Os bioensaios seguiram delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3x6, sendo um fator os óleos essenciais de <em>C. camphora</em>, <em>C. citratus</em> e <em>T. vulgaris</em> e o outro fator as quatro concentrações de óleos essenciais mais dois controles. As avaliações ocorreram no 3º, 7º e 14º dia. Cada tratamento teve cinco repetições e cada repetição foi um prato. Ao avaliar a compatibilidade com o fungo entomopatogênico, verificou-se que os óleos essenciais apresentaram atividade antifúngica em todas as concentrações testadas para aquele organismo não alvo. Assim, desaconselha-se o uso concomitante deste entomopatógeno e dos óleos essenciais testados. No entanto, ambas as ferramentas de controle podem ser utilizadas em momentos distintos, com rodízio e intercalação dos dois métodos, seguindo as práticas do IPM.&nbsp;</p> Robson da Silva Carvalho Wendel Paulo Silvestre Gabriel Fernandes Pauletti Camila Bonatto Vicenço Copyright (c) 2023 Robson da Silva Carvalho, Wendel Paulo Silvestre, Gabriel Fernandes Pauletti, Camila Bonatto Vicenço http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-31 2023-12-31 9 3 212 221 10.21674/2448-0479.93.212-221 Diagnóstico do mercado de consumo de produtos orgânicos no município de Guaporé/RS https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/3495 <p>O presente estudo teve como objetivos realizar uma análise da oferta de produtos orgânicos no município de Guaporé, descrever o perfil dos consumidores e os fatores que interferem no consumo. Foram realizadas entrevistas com representantes dos estabelecimentos que comercializavam produtos orgânicos e pesquisa com os consumidores através de questionário no Google Forms. Em Guaporé não havia nenhum produtor orgânico no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos; contudo, havia um produtor de hortaliças em processo de certificação orgânica. Dois supermercados e uma fruteira, comercializavam produtos orgânicos, principalmente hortaliças e frutas. Os participantes da pesquisa foram na maioria do sexo feminino, casados, com idade entre 21 e 50 anos e ensino médio ou superior. A maioria dos não consumidores de orgânicos desconhece a existência de selo. Dos que consomem, a maioria sabe da existência, mas um baixo percentual consome produtos com selo de orgânico. O entendimento do que é um alimento orgânico está muito atrelado ao não uso de agrotóxicos. Os principais motivos indicados para o consumo são benefícios à saúde, busca por alimentos mais saudáveis, preocupação com a preservação do meio ambiente, produto natural e sabor diferenciado. A dificuldade para encontrá-los e o maior preço, quando comparados com os produtos convencionais, foram os limitantes para a compra indicados pelos não consumidores de produtos orgânicos.</p> Angélica Marcelina de Deus da Silva Eliane Maria Kolchinski Elaine Biondo Copyright (c) 2023 Angélica Marcelina de Deus da Silva, Eliane Maria Kolchinski, Elaine Biondo http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-31 2023-12-31 9 3 222 231 10.21674/2448-0479.93.222-231