Educação Ambiental e alimentação saudável: o despertar de hábitos na educação infantil

  • Luciane CHEROBINI Universidade de Rio Grande
  • Tanise NOVELLO Universidade de Rio Grande
Palavras-chave: hábitos alimentares, meio ambiente, crianças, saúde

Resumo

A prevalência de doenças associadas aos hábitos alimentares, presentes cada vez mais precocemente nas crianças, associada à dificuldade que apresentam quando convidadas a identificar algumas frutas e verduras, além do total desconhecimento de suas procedências, suscita preocupações relacionadas à saúde deste público. Este trabalho apresenta os resultados alcançados em ações promovidas junto aos alunos, familiares e colaboradores de uma escola de educação infantil, localizada no município de Parobé/RS. Assim, este artigo tem como objetivo compreender o que este público entende por alimentação saudável, a partir dos princípios da Educação Ambiental (EA), por meio da escolha de alimentos. Foram desenvolvidas ações como: montagem da pirâmide alimentar com recortes, oficina para a manipulação de alimentos, criação de hortas portáteis, além de atividades que incentivaram a reutilização de resíduos sólidos. Para analisar os registros produzidos durante as oficinas, utilizou-se estudos atuais voltados às áreas envolvidas, que permitiu entender melhor o comportamento das crianças, visto que a inobservância de hábitos saudáveis é um fenômeno contemporâneo que desafia a sociedade. Entre os resultados alcançados, detectou-se tendências positivas à aquisição de novos hábitos alimentares e manifestações de comprometimento com o meio ambiente, que ao início das ações não haviam sido sentidas. Ao final da ação, verificou-se que os novos hábitos adquiridos continuaram sendo praticados, observando-se que a valorização do meio ambiente permaneceu nos pequenos gestos das crianças.

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Publicado
2018-12-30
Como Citar
CHEROBINI, L., & NOVELLO, T. (2018). Educação Ambiental e alimentação saudável: o despertar de hábitos na educação infantil. Revista Eletrônica Científica Da UERGS , 4(5), 669-684. https://doi.org/10.21674/2448-0479.45.669-684