Plantas bioativas para uso no paisagismo

Palavras-chave: Ajardinamento, Bioatividade vegetal, Plantas de múltiplos propósitos

Resumo

O paisagismo tem como finalidade ornamentar ambientes, utilizando espécies vegetais com aptidões multifuncionais, como as plantas bioativas, além de considerar, também, uma forma de preservação do patrimônio vegetal. As plantas bioativas são aquelas que apresentam princípios ativos que possibilitam diversos benefícios aos seres vivos, desde comestível, medicinal a ornamental. Assim, o presente trabalho teve como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre o uso de plantas bioativas no paisagismo. A metodologia adotada foi por meio de pesquisa bibliográfica em livros, artigos e plataformas digitais. Observou-se que há um grande número de espécies vegetais (arbóreas, arbustivas e de forração) que podem ser caracterizadas como bioativas, sendo a essas atribuídas um ou mais usos quanto a sua finalidade, seja alimentar, medicinal, condimentar, aromática, fitorremediadora de ambientes contaminados, fungicida e inseticida natural, entre outros. Conclui-se que o uso destas plantas em áreas ajardinadas, com paisagismo, proporcionam aos seus usuários uma multifuncionalidade, quer seja pelo embelezamento destes ambientes, como pelos aspectos psicológicos e ecológicos, ao mesmo tempo que resgata valores culturais e ideológicos, preserva a flora desses ambientes.

Palavras-chave: Ajardinamento. Bioatividade vegetal. Plantas de múltiplos propósitos.

 

Abstract

Bioactive plants for use in landscaping

The landscaping purpose is to decorate environments, using plant species with multifunctional aptitudes, such as bioactive plants, in addition to considering, also, a way of preserving plant heritage. Bioactive plants have active ingredients providing several benefits to living beings, from edible, medicinal to ornamental. Therefore, the present study aimed to conduct a literature review on the use of bioactive plants in landscaping. The methodology adopted was through bibliographic research in books, articles and digital platforms. It was remarked that a vast array of plant species (tree, shrub and forage) can be characterized as bioactive, with one or more uses attributed to their purpose, being food, medicinal, spice, aromatic, plants phytoremediation, contaminated environments, fungicide and natural insecticide, among others. It is concluded that the use of these plants in landscaped areas, with landscaping, provide their users with a multifunctionality, either for the beautification of these environments, as for the psychological and ecological aspects, at the same time that it rescues cultural and ideological values, preserves the flora of these environments.

Keywords: Landscaping. Plant bioactivity. Multi-purpose plants.

 

Resumen

Plantas bioactivas para uso en el paisajismo

El paisajismo tiene como finalidad decorar ambientes, utilizando especies vegetales con habilidades multifuncionales, como las plantas bioactivas, además de considerar, también, una forma de preservar el patrimonio vegetal. Las plantas bioactivas son aquellas que poseen principios activos que brindan diversos beneficios a los seres vivos, desde comestibles, medicinales hasta ornamentales. Así, el presente trabajo tuvo como objetivo realizar una revisión de la literatura sobre el uso de plantas bioactivas en el paisajismo. La metodología adoptada fue a través de la investigación bibliográfica en libros, artículos y plataformas digitales. Se observó que existe una gran cantidad de especies vegetales (arbóreas, arbustivas y forrajeras) que se pueden caracterizar como bioactivas, con uno o más usos atribuidos a su finalidad, ya sea alimenticia, medicinal, especiada, aromática, fitorremediación, ambientes contaminados, fungicida e insecticida natural, entre otros. Se concluye que el uso de estas plantas en áreas ajardinadas, con paisajismo, proporcionan a sus usuarios una multifuncionalidad, tanto por el embellecimiento de estos ambientes, como por los aspectos psicológicos y ecológicos, a la vez que rescata valores culturales e ideológicos, preserva la flora de estos ambientes.

Palabras clave: Paisajismo. Bioactividad vegetal. Plantas multiusos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Janine Farias Menegaes, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)

https://lattes.cnpq.br/6320581820328718

Fernanda Alice Antonello Londero Backes, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

https://lattes.cnpq.br/1501573193830736

Referências

ABBUD, B. Criando paisagens: guia de trabalho em arquitetura paisagística. 4ª ed. São Paulo: SENAC, 2006. 201p.

ALENCAR, L. D.; CARDOSO, J. C. Paisagismo funcional: o uso de projetos que integram mais que ornamentação. Revista Ciência, Tecnologia e Ambiente, São Carlos, v.1, n.1, p.1-7, 2015.

ALVES. S. F. S. N. C.; PAIVA, P. D. O. História e evolução dos jardins. In: PAIVA, P. D. O. Paisagismo – conceitos e aplicações. Lavras: UFLA, 2008. p.12-65.

BACKES, M. A. T. Paisagismo para celebrar a vida – jardins como cura da paisagem e das pessoas. Porto Alegre: Paisagem do Sul, 2012. 163p.

BACKES, M. A. T. Paisagismo produtivo. Revista Brasileira de Horticultura Ornamental, Campinas, v.19, n.1, p.47-54, 2013.

BELILAQUA, G. A. P.; OLANDA, G. B.; SCHIDECK, G.; COUTO, M. E. O. Documentos 394 - Tecnologia de plantas medicinais e bioativas da flora de clima temperado. Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2015. 98 p.

BELLÉ, S. Plantas medicinais: caracterização, cultivo e uso paisagístico na Serra Gaúcha. Bento Gonçalves: IFRS Bento Gonçalves, 2012. 200p.

CAVALCANTI, M. L. F.; DANTAS, I. C.; LIRA, R. S.; OLIVEIRA, J. M. C.; ALBUQUERQUE, H. N.; ALBUQUERQUE, I. C. S. Identificação dos vegetais tóxicos da cidade de Campina Grande – PB. Revista de Biologia e Ciências da Terra, v.3, n.1, 2003.

CHAMAS, C. C.; MATTHES, L. A. F. Método para levantamento de espécies nativas com potencial ornamental. Revista Brasileira de Horticultura Ornamental, Campinas, v.6, n.2, p. 53-63, 2000.

CLEMENTE, F. M. V. T.; HABER, L. L. Plantas aromáticas e condimentares: usos aplicados na horticultura. Brasília: EMBRPA, 2013. 150p.

FARIA, R. T.; ASSIS, A. M.; COLOMBO, R. C. Paisagismo: Harmonia, Ciência e Arte. Londrina: Mecenas, 2018. 141p.

GONÇALVES, W.; PAIVA, H. N. Silvicultura Urbana: implantação e manejo. Viçosa: Aprenda Fácil, 2006, 201p.

GUARIM NETO, G.; MORAIS, R. G. Plantas medicinais com potencial ornamental: um estudo no cerrado de Mato Grosso. Revista Brasileira de Horticultura Ornamental, Campinas, v.9, n.1, p.89-97, 2003.

HEIDEN, G.; BARBIERI, R. L.; STUMPF, E. R. T. Considerações sobre o uso de plantas ornamentais nativas. Revista Brasileira de Horticultura Ornamental, Campinas, v.12, n1, p.2-7, 2006.

KÄMPF, A. N. Produção comercial de plantas ornamentais. Guaíba: Agropecuária, 2000. 254 p.

KINUPP, V. F.; LORENZI, H. Plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitais ilustradas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2014. 768p.

LAWS, B. 50 plantas que mudaram o rumo da história. Rio de Janeiro: Sextante, 2013. 224 p.

LEAL, L.; BIONDI, D. Potencial ornamental de espécies nativas. Revista Científica Eletrônica de Engenharia Florestal, Garça, v. 4, n. 8, p.1-16, 2006.

LIRA FILHO, J. A.; PAIVA, H. N.; GONÇALVES, W. Paisagismo – princípios básicos. Viçosa: Aprenda Fácil, 2001. 163p.

LOPES, J. M. D. C.; LINK, D. Implantação de um horto didático de plantas bioativas no município de Tupanciretã. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, Santa Maria, v.2, n.2, p.225-250, 2011.

LORENZI, H. Plantas para o jardim no Brasil. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2013. 1088p.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008. 554p.

MARX, R. B; TABACOW, J. Arte & Paisagem. 2. ed. São Paulo: Studio Nobel, 2004. 221p.

MELO, E. F. R.Q.; MENEGAES, J. F.; MELO, R. H. R.Q. Green Chemistry for Sustainable Production and Consumption Patterns. In: LEAL FILHO, W.; AZUL, A.; BRANDLI, L.; ÖZUYAR, P.; WALL, T. (Eds). Responsible Consumption and Production. Encyclopedia of the UN Sustainable Development Goals. New York: Springer, Cham. 2020. G 1-14p.

MENEGAES, J. F. Educação Ambiental por meio de práticas de ajardinamento em espaços de convivência social em comunidades rurais. 2020. 65f. Monografia (Especialização em Educação Ambiental). Universidade Federal de Santa Maria, 2020.

MENEGAES, J. F.; BACKES, F. A. A. L.; ROCHA, K. M.; BALZAN, K. M. Práticas de paisagismo em espaços de convivência social em comunidades rurais e em centro de educação ambiental. Revista Monografias Ambientais, Santa Maria, v. 15, n.1, p.381-392, 2016.

MENEGAES, J. F.; NISHIJIMA, T.; BACKES, F. A. A. L.; BENETTI, C. C. Práticas de ajardinamento em espaços de convivência em comunidades rurais como instrumento de Educação Ambiental. Research, Society and Development, v. 9, n. 11, p. 1-19, 2020.

MORODIN, G. A. B.; SOUZA, P.V. D. Pomar doméstico: planejamento, formação e tratos culturais. Porto Alegre: Dom Quixote, 2016.236 p.

NIEMEYER, C. A. C. Paisagismo no planejamento arquitetônico. Uberlândia: EDUFU, 2005. 171p.

PENTAEDO, S. R. Controle alternativo de pragas e doenças com as caldas bordalesa, sulfocálcica e Viçosa. Campinas: Via Orgânica, 2007. 152 p.

PEREIRA, A. S., SHITSUKA, D. M., PARREIRA, F. J., SHITSUKA, R. Metodologia da pesquisa científica. Santa Maria: UFMS, 2018. 119p.

PETRY, C. Paisagens e paisagismo: do apreciar ao fazer e usufruir. Passo Fundo: UPF, 2014. 125p.

PINTO, E. P. P.; AMOROZO, M. C. M.; FURLAN, A. Conhecimento popular sobre plantas medicinais em comunidades rurais de mata atlântica – Itacaré, BA, Brasil. Acta Botânica Brasileira, v. 20, n.4, p.751-762, 2006.

SAFT, D. M.; PERES, P. E. C.; LINH, D.; NISHIJIMA, T. Paisagismo no pátio escolar: a arte como instrumento de sensibilização à educação ambiental. REMOA, v.2, n.2, p. 285 –296, 2011.

SILVA, M. D.; FOGAÇA, T. K. Paisagismo com arte uma solução para o ambiente escolar em Manaus/AM, 2016. Caderno Meio Ambiente e Sustentabilidade, v.11, n.6, p.5-19, 2017.

STASI, L. C. Plantas medicinais: arte e ciência. Um guia de estudo interdisciplinar. São Paulo: UNESP, 1996.

STUMPF, E. R. T.; BARBIERI, R. L.; HEIDEN, G. Cores e formas no Bioma Pampa: plantas ornamentais nativas. Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2009. 276 p.

TUAN, Y. Topofilia: Um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Tradução: Lívia de Oliveira. Londrina: Eduel, 2012. 342p.

Publicado
2021-04-26
Como Citar
FARIAS MENEGAES, J., & Backes, F. A. A. L. (2021). Plantas bioativas para uso no paisagismo. Revista Eletrônica Científica Da UERGS , 7(1), 41-49. https://doi.org/10.21674/2448-0479.71.41-49
Seção
ARTIGOS DE REVISÃO